Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Atualidades - Ásia
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No dia 31 de maio inicia-se a Copa do Mundo, um dos maiores eventos esportivos do planeta. A competição, por 72 anos realizada exclusivamente na Europa e América, chega, em 2002, ao Oriente e, mais precisamente, ao Japão e à Coréia do Sul. A novidade poderá comprovar que o futebol, como afirmam
seus defensores, é um dos elementos mais fortes de união
entre nações. A Fifa, poderosa entidade mundial, sempre considerou a África como o primo pobre da família do futebol e a Ásia como o mais distante. Mas, do jeito que as coisas andam, temos que rever estes conceitos. Países africanos têm participado das últimas copas e já conquistaram a última Olimpíada nesta modalidade. Por sua vez, os asiáticos estão a cada ano mais presentes.
O futebol chegou à Ásia em 1913, quando houve um jogo entre China e Filipinas. Mas este esporte pouco evoluiu neste continente no século 20, talvez por questões financeiras, costumes religiosos, disputas políticas... Além dos países-sedes (Japão e Coréia do Sul), nesta Copa participarão também as seleções da China e da Arábia Saudita. E para a competição de 2006 o continente já reivindica cinco vagas. As seleções asiáticas, até hoje, realizaram juntas 43 partidas em Mundiais. Dá para contar nos dedos de uma mão o número de vitórias dos times deste continente, o mais populoso do mundo: somente quatro. Neste ano, dois asiáticos são sérios candidatos à lanterna do grupo: a Arábia Saudita e a China. E os dois anfitriões, Coréia e Japão, não são favoritos em seus grupos. Outra curiosidade é que uma seleção asiática nunca conseguiu vencer uma seleção sul-americana em Mundiais. Neste ano, há apenas um confronto já garantido entre os dois continentes: Brasil x China. Será que este tabu vai ser quebrado? Esperemos que não! Só contra a África a Ásia tem vantagem no confronto direto nas Copas. Foram só dois jogos, ambos da Arábia Saudita, que empatou com a África do Sul e ganhou do Marrocos. Mas esta vantagem está seriamente ameaçada. Os asiáticos, a bem da verdade, sempre foram relegados a terceiro plano nas Copas. Contudo, neste ano, eles chamarão a atenção, seja porque japoneses e sul-coreanos são anfitriões, seja pela estréia da China, o país mais populoso do mundo: um quinto da população mundial!
Chutar a bola, fosse ela um coco ou um amontoado de tecidos costurados, era hábito do homem desde o século II a. C., mas a primeira reunião para debater regras para o esporte só aconteceu no dia 26 de outubro de 1863. Jovens de clubes e escolas de Londres discutiram tanto que a reunião acabou criando duas ligas: uma de rúgbi, esporte já popular, e a Football Association. Esta regulamentou, no mesmo ano, o esporte e suas regras, distribuídas em cartilhas para as escolas. Outras federações, nos moldes da Football Association, surgiram em vários países da Europa. No início do século passado, a popularidade do futebol começou a atiçar as rivalidades entre fronteiras internacionais.
A demanda de jogos entre times de diferentes nações gerou brigas, acelerando a idéia de organizar uma entidade internacional. No dia 21 de maio de 1904, foi fundada a Fifa, com a participação de França, Holanda, Espanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça. Em 1905, em Paris, os membros da Fifa, já com a participação da vários outros países, decidiram criar um torneio internacional para mostrar a força da entidade. Foi aí que o nome Copa do Mundo apareceu pela primeira vez. Em 1914, a idéia de uma competição mundial reapareceu, mas a primeira Guerra Mundial (1914-1918) atropelou os planos da Fifa. Só depois da Guerra, o francês Jules Rimet, novo presidente da entidade, insistiu na idéia de criar a Copa do Mundo. No Congresso de Amsterdã, em 1928, a competição foi oficializada, já determinando sua realização a cada quatro anos, em países diferentes. A escolha do Uruguai para abrigar a primeira competição seguiu critérios esportivos, políticos e econômicos. A seleção uruguaia tinha já conquistado dois torneios olímpicos de futebol e o país comemorava seu centenário sem ter passado por dificuldades durante a guerra mundial. O fator econômico pesou muito. A Associação Uruguaia de Futebol pagou as despesas das seleções visitantes, condição que não poderia ser cumprida por Itália, Espanha, Hungria e Suécia, que também queriam ser sede da Copa de 1930.
No Brasil, com certeza, as cores verde a amarelo predominarão nas ruas. A empolgação também será a marca registrada nas escolas, rodas de amigos, clubes, etc. É um momento em que o futebol vira o tema principal das conversas. Sempre haverá alguém para nos alertar: Não vamos nos esquecer dos problemas do dia-a-dia. Não vamos nos alienar! É verdade, isso pode até ocorrer, mas o melhor mesmo é aproveitar essa alegria e saber tirar boas lições educativas. A participação da comunidade brasileira no acontecimento será grande. A Folha de S. Paulo informou que o consulado do Japão em S. Paulo está registrando um bom número de brasileiros que, para participar do acontecimento, estão dando entrada para obter o visto de ingresso no Japão. As eleições de outubro também são importantes mas, por enquanto, no ibope o futebol ocupará, em absoluto, o primeiro lugar. Naturalmente, além da arte e da paixão, haverá o investimento de bilhões de dólares em passes de jogadores vendidos ao exterior, envolvendo multinacionais como a Nike e a Company. É só lembrar como se comportou a nossa seleção, diante das polêmicas levantadas na última Copa realizada na França. Mas, se olharmos para isso, bem sabemos que nem uma CPI dá jeito. Portanto, por enquanto, vamos esquecer e nos divertir torcendo pelos nossos craques! |
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