Religiosos: a múltipla
presença da consagração no mundo
da redação
oi
publicado, pelos paulinos, o décimo volume do Dicionário
dos Institutos de Perfeição, onde é possível
ter uma visão quase completa da situação dos milhares
de institutos de religiosos e religiosas no mundo e sua situação
na vida moderna. A análise inclui os religiosos pertencentes
a institutos de vida ativa e os de vida contemplativa.
Confrontando
as estatísticas dos anos 1966 e 2000, nota-se uma inegável
e substancial diminuição dos consagrados, mas o coordenador
da pesquisa, Pe. João Carlos Rocca, observa que essas mudanças
quantitativas acontecem na vida da Igreja, provocadas, sobretudo, nas
transições de época. Na Idade Média, quando
apareceram as ordens dos frades mendicantes, diminuíram os monges
contemplativos nos mosteiros. Quando nasceram as congregações
mais inseridas na sociedade, como a dos jesuítas, os hospitaleiros
e os dedicados à instrução dos jovens, no século
16, diminuíram as dos mendicantes e, no século passado,
quando surgiram as sociedades de vida apostólica, as ordens mais
antigas se redimensionaram.
Hoje,
com o grande número de movimentos que estão surgindo dentro
da Igreja, como os institutos leigos de consagrados casados e celibatários,
os movimentos religiosos mais tradicionais se encolhem.
Atualmente, ainda não se pode prever como evoluirá
a vida religiosa do futuro. O importante é que essa consagração
e inserção no mundo, mais alinhadas às exigências
do tempo presente, continuem como forma de testemunho cristão,
num mundo laicizado e materialista.

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