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ÁFRICA: 04/12/2008
Vocações
Aumenta o número de vocações no país
“Temos numerosas vocações, também
religiosas, masculinas e femininas. No que diz respeito à formação
dos sacerdotes diocesanos decidiu-se otimizar os recursos criando-se seminários
provinciais onde possam vir os candidatos provenientes das regiões
fronteiriças. Entre as nossas preocupações há
aquela de garantir uma formação além espiritual e
teológica, também social, tendo em conta as especificidades
do nosso País” disse à Agência Fides Pe. Otu
Andrew Adeiza, do St. Thomas Aquina Major Seminary de Makurdi (Nigéria
central), um dos participantes do Curso para Diretores Espirituais organizado
nos últimos dias no Vaticano pelo CIAM (Centro Internacional de
Animação Missionária), do qual participaram cerca
de 20 sacerdotes dos países de missão para um aprofundamento
sobre as modalidades da direção espiritual e da formação
dos seminaristas.
“A Nigéria é um País
onde predominam as religiões reveladas: - o cristianismo
e o Islã” recorda Pe. Andrew.
“Entre os cristãos, os grupos majoritários
estão os católicos e os anglicanos. O diálogo ecumênico
e o inter-religioso têm, portanto, grande importância. Os
cristãos, nos últimos tempos, publicaram documentos comuns
sobre problemas que dizem respeito à vida da Nação,
falando a todos os nigerianos a uma só voz. Com os muçulmanos
o diálogo continua, mesmo com os problemas trazidos pelo extremismo
e pela manipulação da sharia (a lei islâmica) para
fins políticos. Na minha diocese, as relações entre
as diversas fés são boas, mesmo porque, freqüentemente,
numa mesma família há pessoas que professam diferentes religiões.
A Igreja católica é muito respeitada por todos os nigerianos
principalmente pela sua posição muito firme em defesa da
vida em todas as suas manifestações”.
Theophilus Anyanwu, do Seminário Provincial
de Enugu, na Nigéria meridional acrescenta:
- “temos cerca de 50-60 seminaristas.
Procuramos inculcar nos nossos alunso a dimensão
missionária.
Os resultados são bons:
- da nossa diocese, de fato, partiram em missão
sacerdotes para outras regiões da Nigéria e para outros
Países da África, da Europa, da Ásia e da América”.
A Igreja católica é apreciada na África
também por ser a única referência durante as dramáticas
crises que atingem diversos Países do continente”. Pe. Peter
Mwangi Mathu, Diretor Espiritual do Mother of Apostles Seminary de Eldoret
(no Quênia), conta à Fides como nos dramáticos dias
das violências que convulsionaram o Quênia em janeiro e fevereiro
de 2008, o seu Seminário “ofereceu refúgio a mais
de 200 pessoas”. “Como educador e membro da Igreja sinto a
responsabilidade de promover a paz e a reconciliação a partir
do ânimo das pessoas. A Igreja católica do Quênia está
ativamente empenhada para que as violências dos últimos meses
nãos e repitam” disse Pe. Peter, cuja família foi
obrigada a viver num campo para deslocados durante alguns meses. Na área
foram registrados mais de 300 mil deslocados e refugiados internos.
Pe. Thaddeus Kasmir Mattowo, Diretor espiritual
do St. Charles Lwanga Senior Seminary de Dar es Salaam na Tanzânia,
descreve qual é o percurso que leva um jovem a se tornar sacerdote:
- “No nosso Seminário há 96 estudantes.
Oferecemos um programa de formação completa,
não só teológica e espiritual, mas também
de cultura geral, porque nem todos os nossos estudantes se tornarão
sacerdotes. O nosso percurso educativo prevê 3 anos de filosofia,
4 anos de teologia mais um ano de experiência pastoral. Muitos de
nossos estudantes são depois enviados a Roma para completar a sua
formação numa das Universidades Pontifícias”.
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