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BRASIL: 08/12/2008
Vida Eclesial
Advento: - tempo de cultivar a esperança e crer na promessa de
Deus
Ao destacar a «relação estreita»
existente entre o abandono de Deus e a gravidade das situações
que afligem a realidade contemporânea, um arcebispo brasileiro aponta
o Advento como tempo de cultivar uma «abertura mais profunda para
Deus». Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, neste tempo litúrgico,
«quando todos são convocados, no exercício do dom
de sua fé, a recuperar sensibilidades e a resgatar capacidade de
percepção, o profeta Isaías é uma palavra
e proclamação de importância determinante».
O arcebispo de Belo Horizonte explica que a referência ao profeta
Isaías «é a apresentação do cenário
em que o Povo do antigo Israel era, pedagogicamente, levado a analisar
a gravidade de sua situação e a entender que na sua raiz
estava o abandono de Deus».
«O profeta, grande educador, mostra que o caminho
novo e a superação da situação grave, usando
imagens e referências do tempo, não dependem simplesmente
de foices ou de relhas de arado.» «O povo é levado
a entender que há uma promessa a ser anunciada e acolhida, uma
esperança que precisa ser cultivada. Esta promessa nasce do coração
de Deus e Ele é sua garantia. Não é fácil
admitir esta verdade», afirma Dom Walmor, em mensagem difundida
hoje por sua arquidiocese. O arcebispo cita palavras do profeta, em que
ele proclama que “o Senhor Deus eliminará para sempre a morte
e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará
com a desonra do seu povo em toda a terra”. «Esta promessa
tem garantia pela credibilidade de quem a faz. Sua conquista é
fecundada pela esperança.
A esperança tem que ser aprendida e exercitada
no coração.» De acordo com Dom Walmor, um povo que
«não entende que há uma promessa feita a ele e não
cultiva a esperança está fadado ao fracasso e a ter grandes
dificuldades de resgates e de abertura de novos horizontes». «O
Advento, pela escuta da Palavra de Deus na liturgia e também na
tradicional experiência da novena de preparação para
o Natal, providência simples, ao alcance de todos e de grande efeito
missionário, é tempo dessa aprendizagem», destaca.
O arcebispo de Belo Horizonte considera que o serviço desta aprendizagem
«é fundamental, embora tão obscurecido pelas aprendizagens
que apontam tão somente na direção do que não
é duradouro». «Este serviço é a missão
da Igreja no coração do mundo. É um serviço
que capacita para labutar por uma nova ordem social, política e
econômica às luzes dos valores do Evangelho.»
A Igreja –prossegue Dom Walmor–, «por
mandato do seu Senhor, é depositária desta missão.
Este serviço é serviço à
compreensão da promessa feita e cultivo desta esperança
viva».
Zenit
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