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BRASIL: 18/12/2008
Solidariedade
Solidariedade é maior do que tragédia que abalou o estado
de Santa Catarina
Foram 128 mortos, 26 desaparecidos confirmados e 5.567
desabrigados. Já os desalojados somam 27.236, de acordo com dados
da Defesa Civil do estado de Santa Catarina atualizados nesta terça-feira,
16. Apesar de todos os acontecidos, a Defesa Civil continua a divulgar
que o tempo continuará instável nos próximos dias
na região atingida. Na madrugada desta terça-feira por volta
da 0h00 as chuvas voltaram a ameaçar e inundar a região
de Joinville. Segundo o Departamento Estadual da Defesa Civil (Dedc) a
cidade mais afetada com essa nova onda de temporais é Palhoça,
onde mais de dez bairros enfrentam alagamentos. Esta é a realidade
que milhares de pessoas em Santa Catarina estão enfrentando.
Para amenizar tamanho sofrimento, trabalham incansavelmente,
numa rede de solidariedade, a Ação Social Arquidiocesana
de Florianópolis (Asa), A Associação Diocesana de
Promoção Social de Joinville (Adipros) e a Cáritas
diocesana de Blumenau, todos ligados à Rede Cáritas Brasileira,
que por sua vez, fez um convênio com a Cáritas Alemã
e conseguiu 150 mil euros para a aquisição de utensílios
de primeira necessidade, como:
- fogões, colchões, geladeiras, e outros.
De acordo com Joice Lubaski, do departamento financeiro
da Adipros de Joinville, cerca de 44 funcionários trabalham na
campanha dos atingidos pelas enchentes e deslizamentos que ocorrem nas
principais cidades atingidas do estado. Para a voluntária, as maiores
dificuldades durante essa crise por que passa Santa Catarina decorre das
chuvas que não cessam no estado. Ela lembra que as contribuições
chegam de todo o país e também de fora, como dos Estados
Unidos. “Um dos pontos negativos em tudo isso são as chuvas
que não cessam. Hoje, por exemplo, ainda não parou de chover”.
Até o último balanço feito pela
entidade, 47.138,26 reais foram depositados em suas contas bancárias.
Joinville, Itapoá e Itajaí receberam 14 caminhões
abarrotados de mantimentos nas últimas semanas, distribuídos
pela Adipros – Joinville. Já o assessor da Asa, de Florianópolis,
Fernando Anísio Batista, diz que as colaborações
para o desastre têm origem nas 65 paróquias que compõem
a arquidiocese da capital catarinense. No último levantamento feito
pela entidade, cem toneladas de mantimentos tinham sido conseguidos até
o fim da primeira semana de dezembro.
Na conta bancária divulgada pela Asa, durante
o acontecimento, 500 mil reais tinham sido depositados até o último
levantamento realizado também na primeira semana de dezembro. “Esse
valor já foi alterado e está mais alto, mas ainda não
fizemos a contagem final”, disse o assessor. A campanha da Asa de
Florianópolis encerrou na segunda-feira, 15. Fernando também
fez uma breve explicação de como foi a tragédia no
estado de Santa Catarina.
De acordo com o assessor, o drama se deu em duas
proporções:
- na região de Blumenau, Gaspar e Ilhota houve
deslizamentos de terra.
Já na região de Itajaí foram as
enchentes que desabrigaram 90% da população e o volume de
águas chegou a alcançar 2m de altura na maioria dos bairros.
Onde houve as enchentes, as paróquias se mobilizaram e na última
semana (7 a 14 de dezembro) havia 2.180 pessoas desabrigadas e alojadas
em salões paroquiais e colégios católicos de Itajaí.
Hoje esse número caiu para 100 pessoas.
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