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CATAR: 04/12/2008
Pobres
A conferência de Doha não realiza o passo em favor dos países
pobre, mas se trabalha para um novo encontro em 2009
A conferência sobre o financiamento ao desenvolvimento
realizada pelas Nações Unidas em Dora, no Catar, se concluiu
sem um passo avante nas políticas em favor dos países pobres,
assim tão desejado por muitos. Foram confirmados os compromissos
assumidos em Monterrey, no México, na precedente ocasião.
Todavia, a comunidade internacional não fez escolhas específicas
e originais sobre o financiamento direto ao desenvolvimento e ao crescimento
das nações mais pobres do planeta, nem foram previstas intervenções
sobre a crise financeira e dos mercados que abalaram a economia mundial
nos últimos meses. Entre as decisões importantes assumidas
na Conferência está a de convocar outro encontro de alto
nível em 2009, sobre questões ligadas à crise financeira
e econômica e sobre o impacto ao desenvolvimento.
Tal conferência deverá ser organizada pelo
presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas
e definida em suas modalidades até o mês de março.
A convocação de um novo encontro é de fato a prova
mais concreta que muitas questões delicadas, sobretudo em nível
financeiro, necessitam de novos aprofundamentos e permanecem ainda problemas
de um confronto forte entre as diversas nações, entre o
norte e o sul do mundo, entre países ricos e países pobres.
O Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore,
foi claro em sua intervenção ao pedir que a Conferência
afrontasse alguns dos grandes temas da agenda internacional entre eles
indicou “a ânsia pelas conseqüências econômicas
e políticas de uma crise financeira sem precedentes e a persistente
e devastadora presença do terrorismo, com evidenciado nos trágicos
evento em Mumbai e na Índia”.
“Esta crise, acrescentou Dom Migliore, representa
um enorme desafio colocado à comunidade internacional a fim de
afrontar os problemas dos países mais pobres. “Em suas raízes,
explicou o Observador Permanente da Santa Sé no Palácio
de vidro, a crise financeira não é uma falência do
engenho humano, mas de conduta moral”. Os efeitos de breve termo
e falta de prudência” terão suas conseqüências
eu as nações emergentes “da extrema pobreza provavelmente
cairão novamente”. O arcebispos colocou em relação
dois conceitos, o do desenvolvimento sustentável e o da finança
sustentável, ambas à base de uma possível reviravolta
futura no governo das crises globais do Planeta.
“Nós muitas vezes falamos, afirmou Dom Migliore,
de desenvolvimento sustentável” com o objetivo de dar respostas
às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras
gerações de satisfazer suas necessidades. Do mesmo modo
a finança sustentável deverá satisfazer as necessidades
presentes do capital, assegurando juntos a preservação e
o incremento das reservas a longo termo”. Daqui o desejo da Santa
Sé a fim de que “o princípio de um desenvolvimento
financeiro sustentável seja aplicado aos mercados financeiro”.
Então o representante da Santa Sé
pediu também uma Nova função das instituições
financeiras em nível global:
- “A comunidade internacional deve também
nutrir um maior respeito pelas vozes daqueles países e daquelas
pessoas mais necessitadas de assistência financeira.
É preciso reorientar as instituições
de Bretton Woods e os países do G8 e do G20 devem garantir a escuta
e o respeito das vozes daqueles que precisam de desenvolvimento”.
“É necessário se preocupar mais das pessoas e dos
países mais necessitados”, disse Dom Migliore. Nos dias passados
o Vaticano, através do Pontifício Conselho da Justiça
e da paz, evidenciou a urgência de intervir sobre o finança
offshore, que reveste uma função escondida mais crucial
na atual crise econômica mundial.
Fides
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