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ÍNDIA: 28/11/2008
Violência
Violência inusitada em Bombaim: - horror
e indignação da comunidade internacional
Mais de 100 mortos e 200 feridos. Estes são os
dados - chave da série de ataques que, esta quarta-feira, marcaram,
com uma violência inusitada, a cidade de Bombaim, na Índia.
Os ataques foram reivindicados por um grupo islamita que se apresenta
como os Mujaedines do Deccan. As suspeitas das autoridades centram-se
contudo no Indian Mujahedeen, um braço do movimento islâmico
de estudantes da Índia, acusados da autoria de quase todos os ataques
à bomba no país, incluindo os atentados em Bombaim que há
dois anos mataram quase 200 pessoas. Os ataques de quarta-feira foram
coordenados, bem planeados, englobaram um número elevado de atacantes,
um nível de sofisticação que é a imagem de
marca de outras ações do grupo, que tem por hábito
escolher como alvos locais turísticos.
Em Maio, os Indian Mujahedeen já tinham ameaçado
atacar sítios freqüentados por turistas se o governo não
desistisse de apoiar os EUA na arena política internacional. A
mensagem, na qual se declarava guerra aberta à Índia, chegou
via correio eletrônico depois do atentado que matou mais de 60 pessoas
em Jaipur. A polícia acredita que os atacantes receberam treino
e apoio logístico de milícias nos vizinhos Paquistão
e Bangladesh. A comunidade internacional apressou-se a condenar, a uma
só voz, os sete atentados levados a cabo por grupos armados em
Bombaim. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé Pe. Federico
Lombardi, classificou como “trágicos e alarmantes”
os ataques que atingiram ontem à noite hotéis de luxo, restaurantes
e hospitais na cidade indiana de Bombaim. Segundo o Pe. Lombardi, estes
acontecimentos dizem respeito “à comunidade internacional
no seu conjunto”.
A União Européia manifestou o seu «horror
e indignação» condenando-os com a «maior firmeza»,
num comunicado divulgado pela Presidência Francesa da UE. O documento
sublinha «a ligação do povo indiano à democracia»
assim atacada por atos terroristas e afirma que a UE «associa-se
ao luto da Nação indiana e está ao seu lado nesta
provação dramática». Por seu lado, o Secretário-Geral
das Nações Unidas disse que este tipo de violência
é totalmente inaceitável, sublinhando que nenhuma causa
ou convicção pode justificar ataques a civis. Numa nota
onde expressa simpatia para com as famílias das vítimas,
Ban Ki-moon deixou claro que espera que os responsáveis pelos ataques
respondam perante a justiça. Segundo alguns relatos que chegaram
de testemunhas no local, entre os principais visados terão estado
cidadãos ingleses e norte-americanos.
A Casa Branca fez saber que condena veemente o sucedido
e, numa nota oficial emitida em nome de George W. Bush, presidente dos
Estados Unidos, é referido que as agências de contra-terrorismo
e inteligência encontram-se reunidas com o Departamento de Estado
e o Pentágono para discutir a situação na Índia.
Também Barack Obama, recentemente eleito como próximo presidente
dos Estados Unidos, reagiu, dizendo que os atentados são um sinal
claro da grave ameaça do terrorismo. Já o chefe do governo
britânico, Gordon Brown, citado pela televisão Sky News,
afirmou que uma resposta forte e firme será dada aos acontecimentos
no sul de Bombaim.
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