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ÍNDIA: 09/12/2008
Diálogo
Missão porta a porta, de hindus e cristãos
Dom Raphael Cheenath, arcebispo de Cutack-Bhubaneshwar
e encarregado de restaurar a esperança após a grave onde
de atentados anticristãos que comoveu a Índia ultimamente,
espera que a missão de paz que começa esta quinta-feira
permita que milhares de pessoas voltem para suas casas. Um comunicado
de Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) enviado a Zenit explica que dezenas
de milhares de pessoas no estado de Orissa estão ainda muito assustadas
para voltarem a suas aldeias três meses depois que os extremistas
hindus assassinaram quinhentos cristãos e destruíram pelo
menos quatro mil casas e mais de cem igrejas e capelas no distrito de
Kandhamal.
Em uma entrevista concedida a alguns expoentes da AIS,
o arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, desejou que a missão de paz
em Kandhamal, liderada por funcionários indianos persuada as comunidades
hindus a reconciliarem-se com seus vizinhos cristãos. A missão,
integrada por 150 pessoas e que inclui professores e funcionários
públicos, tanto em Orissa como em Nova Déli, pretende ir
de casa em casa para encontrar com as pessoas e diminuir os medos suscitados
pelos militantes hindus que induzem a crer que os cristãos são
uma ameaça ao estilo de vida local, com o fim de converter as pessoas.
Segundo o arcebispo, a missão oferece um raro raio de esperança,
também porque está integrada por hindus e cristãos.
«A missão de paz é algo que deve ser feito –
afirmou –.
O aspecto mais promissor é que a iniciativa nasceu
não de nossa comunidade mas dos outros, incluindo outros grupos
religiosos». «Os projetos estabelecidos pelos coordenadores
da missão se baseiam no fato de que 50 a 60% dos hindus de Kandhamal
– e em outros lugares –, estão entristecidos pelo que
aconteceu, e quer cooperar a todo custo para recuperar a normalidade».
A crise explodiu após a morte, em agosto passado, do extremista
hindu Swami Laxamanananda Saraswati, que suscitou uma onda de atentados
contra católicos e protestantes.
Contrariamente a algumas vozes, segundo as quais as atrocidades
eram uma reação espontânea à morte do extremista,
havia sido preparada uma iniciativa planejada cuidadosamente, na qual
os extremistas provocaram os hindus de Kandhamal a pegar em armas contra
seus vizinhos. Até este momento, pouquíssimos cristãos
de Kandhamal voltaram a suas casas. Os funcionários governamentais
lhes exortam a abandonarem os campos de refugiados. «Queremos desesperadamente
que as pessoas possam voltar a suas casa mas, para que isto aconteça
deve haver proteção – afirmou o arcebispo Cheenath
–. Pedimos à polícia que permaneça na região».
Zenit
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