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MALAUÍ: 10/12/2008
Fome
De volta o espectro da fome depois de alguns anos de colheitas
excepcionais: - o testemunho de um missionário
“Depois de tantas promessas de que a fome
era uma lembrança do passado, eis que ressurge a dura realidade
da vida quotidiana:
- de repente, o jornal anuncia a tragédia subterrânea
que corre o risco de reaparecer durante os longos meses que antecedem
a colheita.
Faltam alimentos” diz à Agência Fides
Pe. Piergiorgio Gamba, missionário monfortano que atua há
décadas em Malauí, de Balaka, a meio caminho entre as duas
grandes cidades de Blantyre e Lilongwe. “A emergência é
já em dezembro, antecipando o que acontece nos meses de janeiro
- março, com freqüência, chamados de meses de fome”.
“20 % da população sobrevive porque as mangueiras
estão carregadas da fruta. Isso durará ainda por duas ou
três semanas até que a última árvore tenha
dado todos os seus frutos. E depois?” se pergunta o missionário.
“Somente no distrito de Balaka 21, mil famílias
atualmente são atingidas pela crise que envolve cerca de um milhão
de habitantes” afirma Pe. Gamba. Trata-se de um fato preocupante
porque o Malauí, devido a uma política de subsídios
agrícolas nos últimos dois anos, havia conseguido superar
a grave carestia dos anos 2002-2005 e até mesmo tornar-se um exportador
de produtos agrícolas. Mas duas condições ambientais
opostas, a seca e as enchentes, nos últimos meses, novamente criaram
uma emergência alimentar, também porque no Malauí
não há aquedutos suficientes e reservatórios para
conservar e distribuir a água.
Fides
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