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SOMÁLIA: 19/12/2008
Política
A ONU autoriza incursões aéreas e terrestres contra os piratas no páis, prévio consenso do governo local que está dilacerado pelos fortes contrastes internos

A Somália se encontra no centro de uma intensa atividade diplomática e militar depois que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU autorizou os país que enviaram suas naves para contrastar os somalis, a iniciar ações também no espaço aéreo e terrestre do país africano, com prévio consenso do governo local. No entanto, porém eclodiu uma luta de poder interno no governo, depois que o Presidente Abdullahi Yusuf Ahmed demitiu o primeiro-ministro, Nur Hassan Hussein, nomeando Mohamoud Mohamed Guled. O presidente precisa porém da aprovação do Parlamento para demitir o primeiro-ministro.

O Parlamento não aceitou a demissão de Hussein; e assim se criou uma fratura entre o presidente e o órgão legislativo, enquanto os guerrilheiros ligados à Cortes Islâmicas prosseguem a sua ofensiva e conquistam novos territórios. O governo de Transição Nacional controla um território muito limitado e a sua legitimidade deriva em grande parte do reconhecimento da comunidade internacional. E é próprio este governo, assim dependente das ajudas internacionais, que autoriza as incursões de tropas estrangeiras em território somali, em localidades que onde não tem o seu controle.

O mapa atual da Somália vê de fato, o sul do país, onde se localiza a capital Mogadíscio, formalmente sob o controle do governo, onde porém as milícias islâmicas conquistam terreno. O Puntland, região centro-oriental, onde sediou a administração autônoma, se tornou sede dos piratas que ameaçam a navegação no Golfo de Aden. De fato, os Somaliland no norte, que se auto; proclamou independente desde 1991, era considerado a área mais estável do país, as uma série de recentes atentados se apresenta como sinal de alarme para as autoridades locais.

A comunidade internacional reagiu de maneira negativa á luta de poder em andamento dentro das instituições provisórias, que são apoiadas pelas tropas etíopes e pela União Africana. Recentemente a Etiópia anunciou quer retirar seus militares da Somália, enquanto as tropas da União Africana devem enfrentar as emboscadas dos milicianos islâmicos. Se o centro-sul da Somália corre o risco de desabar, as maiores potências mundiais estão concentrando a sua atenção nos piratas somalis que tem base em Puntland. A resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada por unanimidade pelos 15 países membros no dia 16/12, abre a estrada para futuras intervenções militares estrangeiras.

De fato, os Estados Unidos que apresentou a resolução pretendem apresentar outra até o fim do ano para autorizar o envio na Somália de uma missão de paz a ‘peacekeeping’ da ONU. Segundo Washington o problema da pirataria somali deve ser afrontado na raiz, resolvendo a instabilidade do país. Se o problema da pirataria é de fato real, o posicionamento no local de navios de guerra de vários países, com a tarefa de proteger a navegação, parte do desejo desses países de controlar uma linha marítima estratégica, sobretudo para a passagem do petróleo. A pirataria somali (que é cúmplice no local) é somente um dos motivos da crescente presença de militares estrangeiros na área.

Fides

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