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SUDÃO: 26/11/2008
Paz
Bispos sudaneses denunciam que acordo de paz para o sul está perdendo
força
A agência vaticana Fides recolheu a preocupação
dos bispos sudanês pelo fato de que a carta e o espírito
do Acordo Pormenorizado de Paz (CPA) está perdendo força
seja entre os principais assinantes, seja entre seus partidários
e amigos que contribuíram a conseguir este histórico documento".
Em efeito, em janeiro de 2005 se assinou um acordo de paz em Nairobi (Quênia)
entre o governo do Jartum e o Movimento pela Liberação do
Povo sudanês que pôs fim à guerra de mais de 20 anos
no sul Sudão. Ao terminar sua Assembléia Plenária,
os prelados sudanês afirmaram que a guerra prejudicou as relações
sociais das pessoas, contribuindo à erosão dos valores da
família. Só por meio da oração e reforçando
a relação com Deus os sudanês poderão reconstruir
o país e conseguir uma paz duradoura, lembraram.
Enquanto se regulam uma série de questões
comuns entre o Estado central e a administração autônoma
provisório do sul Suam, tanto o governo central como a administração
meridional, continuam armando-se. O governo alega que se trata de um processo
normal de atualização dos arsenais, enquanto o sul de Sudão
sustenta que se rearma tão solo para garantir a segurança
interior, ameaçada pela presença dos rebeldes ugandeses
do exército de Resistência do Senhor. Conforme informou Fides,
o caso do casco de navio de carga ucraniano "Faina", em mãos
dos piratas somalíes desde finais de setembro, aumentou o temor
de que o sul Sudão se dote de armas pesadas. O navio transportava,
entre outras coisas 33 tanques. Quênia afirma que é o comprador,
mas contínua havendo fortes suspeita de que o destino final do
carregamento seja o sul de Sudão.
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