A Igreja no Mundo

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SUDÃO: 22/12/2008
Guerra Civil
O é o maior país africano e ocupa mais de 8% do total da área do continente

Desde a independência do Reino Unido, em 1956, regimes militares com orientação islâmica dominam a política nacional

No século 20, os sudaneses enfrentaram longas duas guerras civis, ambas ligadas à dominação econômica, política e social da porção norte em relação ao sul, de maioria não-muçulmana e não-árabe. Muitas rodadas de negociação pela paz ocorreram entre 2002 e 2004, com a assinatura de diversos acordos. Em janeiro de 2005, o chamado Acordo de Paz Abrangente entre o Norte e o Sul concedeu autonomia aos rebeldes do sul por seis anos. Depois disso, um referendo sobre a eventual independência seria agendado. Desde 2003, o Sudão vive um conflito paralelo, na região de Darfur, que já foi classificado como genocídio-de árabes contra negros. Em dezembro de 2007, a ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou uma operação de paz no país. No começo deste ano, as tropas ainda lutavam para estabilizar a situação.

Capital: Cartum
Área: 2.505.810 km
Localização: Norte da África, beirando o Mar Vermelho
População: 40.218.455 (estimativa para Julho/08)
Grupos étnicos: 52% negros, 39% árabes, 6% bejas, 3% outros
Idioma: Árabe (oficial), inglês, dinka, nuer, dialetos regionais
Religião: Islâmica (sunitas), com minorias animistas, católicas e protestantes
Moeda: libra sudanesa

Saiba mais sobre os confrontos em Darfur

Os confrontos em Darfur, no Sudão, começaram em 2003, quando rebeldes negros atacaram alvos do governo nacional exigindo mais autonomia para a região e o fim da discriminação em favor dos árabes. O governo e as milícias árabes janjaweed reagiram com ataques em série, deixando mais de 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados nos últimos cinco anos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Grupos de defesa dos direitos humanos e o Congresso dos Estados Unidos já classificaram a situação de Darfur de genocídio.

Em maio de 2006, alguns rebeldes assinaram um acordo de paz com o governo. O acordo, porém, acabou rejeitado pela maioria dos insurgentes --que integram mais de dez grupos. Naquela ocasião, o principal grupo a assinar o documento foi o Movimento de Libertação do Sudão (SLM, na sigla em inglês), então chefiado por Minni Minnawi, que nesta terça-feira reivindica o seqüestro de um avião com 95 pessoas. De acordo com a agência de notícias Reuters, o SLM passou a participar do governo nacional alguns meses atrás, mas Minnawi tem se distanciado de Cartum.

A Igreja Perseguida no Sudão

O Sudão é o maior país da África e localiza-se no centro-leste do continente.

Seu território divide-se em duas regiões bem distintas:

- uma área desértica ao norte e uma área de savanas e florestas tropicais ao sul.

O islã predomina no Norte, enquanto tradições tribais (animismo) e o cristianismo prevalecem no Sul.

Conflitos entre o Egito, o Sudão, a Etiópia e a Grã-Bretanha deram origem a um domínio anglo-egípcio na região que se iniciou em 1899. Tal domínio sobreviveu às duas Guerras Mundiais e adentrou na década de 50, quando o crescente sentimento nacionalista levou o Sudão à sua completa independência em 1956.

Após a obtenção de sua autonomia, o país foi devastado por uma guerra civil que dura mais de 20 anos. Após um breve período de trégua, o conflito recomeça nos anos 90, quando fundamentalistas islâmicos tomaram o poder e impõem novas leis, estabelecendo a sharia, a lei islâmica, em todo o território sudanês.

Diálogos entre os rebeldes e o governo levaram a um acordo de paz em janeiro de 2005. O acordo dava ao sul do Sudão uma autonomia de seis anos. Terminado esse prazo, será realizado um referendo sobre a independência da região (em 2010 ou 2011).

A dinâmica do conflito em Darfur, oeste do país, se tornou mais complexo durante 2007, quando facções militares e rebeldes proliferaram. Diálogos de paz, realizados na Líbia, foram embaraçados por grupos chaves, que se recusavam a participar. Segundo a ONU, essa é a pior crise do mundo.

Para entender melhor o conflito

O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e os cristãos são os que se encontram em pior situação. Os combatentes desalojam a população civil, roubam os rebanhos e incendeiam vilarejos. Além disso, terras férteis estão improdutivas em função da constante movimentação da população que foge das áreas de conflito.

Apesar dos esforços realizados pelo Programa de Alimentação Mundial das Nações Unidas, pouca ajuda chega aos refugiados famintos. Tal situação é explicada em parte pela atitude constante do governo de Cartum de reter as remessas humanitárias como retaliação aos ataques das forças rebeldes. Além disso, muitas tropas rebeldes acabam distribuindo os alimentos para seus próprios soldados, contribuindo para o desvio dos alimentos.

A Igreja

Missionários cristãos converteram todo o Sudão por volta do século VI, mas forças islâmicas subjugaram completamente os reinos cristãos nos séculos XIII e XIV.

Atualmente, o país é lar de oito milhões de cristãos, mais de 20% da população. A existência da Igreja no Sul tem sido ameaçada pela influência do governo islâmico de Cartum. No Sul, onde estão 5,5 milhões de cristãos, as religiões tradicionais africanas - em especial a bruxaria - também têm ameaçado o cristianismo.

Apesar da intensa perseguição, os cristãos sudaneses têm sido capazes de realizar ministérios significativos. Cruzadas evangelísticas têm sido realizadas na capital, e as igrejas têm se multiplicado rapidamente no Sul. Apesar do risco substancial, diversas organizações estrangeiras oferecem ajuda humanitária, literatura e treinamento para a igreja sudanesa.

A perseguição

A Igreja cresceu em meio ao sofrimento. Católicos, episcopais, e a Igreja de Cristo no Sudão viram pessoas significativas se voltando a Cristo. A Igreja tem sido perseguida durante os últimos 50 anos. Templos e cultos são bombardeados, hospitais, escolas, igrejas e aldeias cristãs são destruídos. Áreas inteiras foram desapropriadas e dadas a pessoas da etnia árabe. A escravidão foi re-instituída com o rapto e tráfico. A perseguição tem sido especialmente severa nos Montes Nuba.

Em 1988, o bispado anglicano da diocese de Wau, no Sudão, foi assumido por Henry Cuir Ria. O Bispo Henry, como é conhecido, tem hoje cerca de 60 anos, é casado e pai de quatro filhos. Vítima da perseguição, sua primeira esposa foi seqüestrada e forçada a se casar com um muçulmano enquanto ele estava estudando por um ano no Reino Unido.

O Bispo Henry já foi detido e mantido na prisão sob acusações falsas em duas ocasiões. Ainda assim, ele encara os mais de quatro anos passados na prisão como uma forma encontrada por Deus para que seus companheiros de cela fossem abençoados por suas orações, suas pregações sobre a fé e seu encorajamento aos desconsolados. Vários colegas de prisão se converteram ao cristianismo, incluindo alguns muçulmanos. Cerca de 150 deles foram batizados por pastores visitantes e nenhum cristão foi morto durante o cumprimento da pena.

A primeira prisão do Bispo Henry ocorreu em 1994, após sua participação na fundação da organização de ajuda humanitária conhecida como Save Sudanese from Disaster and Care for Children (SSDCC). Acusações forjadas e mentirosas, instigadas por antigos membros do conselho da organização que trabalhavam para o governo, levaram-no a ser condenado a três anos de prisão. Após cumprir quatro meses da sentença, o Bispo Henry e outro líder da organização apelaram da decisão e foram declarados inocentes. Ambos foram libertados e todas as acusações foram retiradas.

Outro bispo - que era ministro no gabinete do governo sudanês -, receoso de vê-los livres, utilizou de todo o seu poder para colocar o Bispo Henry atrás das grades novamente. E conseguiu. Assim, em 1996, o Bispo Henry foi detido sob as mesmas acusações de antes. Ele apelou mais uma vez e, devido à falta de provas, o caso foi finalmente encerrado em 1999, depois de um período de quase quatro anos na prisão.

Quando foi preso pela primeira vez, o Bispo Henry foi colocado em uma cela individual confortável, que tinha banheiro, chuveiro e ventilador no teto. Entretanto, como sentia-se muito só, ele pediu para que fosse transferido para as celas comuns da prisão principal. Ele sabia que perderia todos aqueles benefícios, mas foi insistente em seu pedido.

Em 1977, na época da Páscoa, dois muçulmanos se aproximaram do Bispo Henry quando ele estava sentado no interior da capela do presídio e afirmaram ter entregue suas vidas a Cristo. Desconfiando de que eles poderiam ser informantes, o bispo gentilmente pediu-lhes para contar como aquilo havia acontecido. Jaali disse que não foi por meio de sonhos ou algo espetacular, ele simplesmente havia sentido o desejo de entregar sua vida a Jesus. A história de El Gasim, por outro lado, envolvia visões. Ele contou que certa vez estava rezando, cumprindo o ritual muçulmano de cinco orações por dia, quando viu a imagem de uma cruz. Ele ainda tentou mudar de lugar, mas a imagem não desaparecia. Após o fato se repetir por sete dias e sem encontrar nenhuma explicação, El Gasim chegou à conclusão de que Cristo o estava chamando para entregar sua vida a Ele.

O Bispo Henry se entusiasmou ao ouvir o relato e explicou a El Gasim que a cruz significava sua salvação e que qualquer um que aceitasse a Cristo como seu Salvador teria a vida eterna e seus pecados perdoados ao se arrepender. Também explicou que viver para Cristo envolveria sofrimentos. Em seguida, o bispo orou junto com aqueles dois homens.

Alguns prisioneiros muçulmanos presenciaram a cena e reportaram o fato às autoridades. Quando instados a comparecer ao escritório do diretor do presídio, eles abertamente declararam sua fé em Cristo e, como resultado, foram condenados a receber 25 chicotadas cada um, executadas por um carcereiro cristão. Quando interrogados mais uma vez, Jaali renunciou à sua fé em Cristo, afirmando que era muçulmano e que apenas estava interessado em conhecer um pouco a respeito do cristianismo. El Gasim, ao contrário, reafirmou sua fé em Jesus e disse que enfrentaria as conseqüências de sua decisão, não importando quais fossem. Sua declaração enfureceu as autoridades e ele foi espancado, acorrentado e colocado no corredor da morte para ser enforcado.

Quando o Bispo Henry voltou a vê-lo, El Gasim tinha pesadas correntes amarradas ao pé e contou tudo o que lhe havia acontecido por sua fé em Cristo. O Bispo Henry foi então tomado por uma grande compaixão. Ele sabia que se Deus não interviesse, certamente El Gasim seria morto. O bispo o encorajou, mencionando a história de Paulo e Silas, e observando que ele não seria o primeiro homem a ser espancado e acorrentado por causa de Cristo. Para o Bispo Henry, a coisa mais importante a ser lembrada era que Paulo e Silas oraram e louvaram a Deus, e que suas correntes se romperam e as portas da prisão se abriram. O bispo confirmou que aquele fato poderia se repetir nos dias de hoje, já que o poder que agiu naquela época - conforme descrito em Atos 16:25-30 - também poderia agir hoje. Então o Bispo Henry e El Gasim oraram juntos, buscando diligentemente a vontade de Deus. Em seguida, o bispo retirou-se para sua cela e continuou a orar.

Nesse meio tempo, El Gasim, sentindo-se encorajado pelas palavras do bispo, tentou dar um passo e, para sua surpresa, o inesperado aconteceu:

- as correntes se quebraram e sua perna ficou livre.

Pessoas que estavam próximas, atraídas pelo som das correntes que caíram no chão, observaram espantadas quando ele deu um segundo passo e as correntes da outra perna também se romperam. Um milagre havia ocorrido bem diante deles. Então El Gasim caminhou em direção ao guarda presidiário e lhe disse: "Suas correntes estão na capela, vá recolhê-las."

Tremendo e confuso, o guarda relatou aos seus superiores a estranha ocorrência. Uma reunião de emergência foi realizada, pois aquele incidente não poderia ser ignorado ou simplesmente considerado absurdo, pois havia muitas testemunhas. Após cuidadosa consideração, decidiu-se que o melhor era libertar El Gasim, pois sua presença na prisão poderia converter outros prisioneiros ao cristianismo. As autoridades também perceberam que nada adiantaria enviá-lo a outra prisão, porque tampouco poderiam impedir Cristo de realizar milagres em outros lugares.

O bispo comemorou a libertação junto com El Gasim. Enquanto o Bispo Henry estava preso, muitos prisioneiros, especialmente os que estavam no corredor da morte, o procuravam em busca de oração e encorajamento. Ele batizou um homem poucas horas antes da hora de seu enforcamento, lembrando-lhe que aqueles que estão em Cristo não estão mais sob condenação, ainda que seus corpos sejam mortos. A sentença daquele homem acabou sendo temporariamente revogada.

Na opinião do Bispo Henry, as coisas mudaram para melhor enquanto ele se encontrava preso. Sua congregação cresceu de 30 para 150 pessoas e alguns muçulmanos lhe confidenciaram que se tornariam cristãos quando postos em liberdade, pois na prisão tinham medo de sofrer maus tratos ou mesmo morrer. Mais tarde, sua esposa contou-lhe que sentia que Deus havia permitido a sua prisão não somente para abençoar seus companheiros de cela, mas também para zelar pela própria segurança do marido.

Motivos de oração

1. A fome e as doenças dificultam o trabalho dos líderes cristãos sudaneses. Se a ajuda internacional fosse totalmente restaurada e os envios alcançassem a Igreja, sua capacidade de evangelizar e conseguir novos convertidos aumentaria substancialmente. Ore para que a Igreja sudanesa obtenha maior ajuda humanitária.

2. A Igreja é atingida pelo conflito militar. Com exceção de uma intervenção militar, parece não haver muita coisa que os outros países possam fazer para interromper a guerra civil no Sudão. Ore e peça que Deus intervenha no país a fim de tornar realidade a paz que a comunidade internacional é incapaz de alcançar.

3. Há falta de líderes preparados na Igreja. Devido à guerra civil e à rápida expansão do cristianismo, a Igreja sudanesa tem carência de líderes treinados e de recursos para o treinamento teológico. Ore para que mais treinamento possa ser oferecido a fim de preparar a Igreja para o futuro crescimento.

4. Os líderes do Sudão padecem da cegueira espiritual que cobre a nação. Os governantes sudaneses têm o claro objetivo de alcançar a islamização completa do país. Peça a Deus que aja sobre seus corações da mesma forma que agiu sobre os corações de antigos reis que buscaram a proclamação de falsos deuses.

Desafiando o Silêncio: - o genocídio no Sudão.

A África fica longe. E o que acontece naquela região fica longe de nós, apesar de sabermos que a vida humana não deve ser julgada a partir da localização geográfica - ou um suíço vale mais que um somali? No entanto, na maioria das vezes, a comunidade internacional finge não saber (ou acaba mesmo não sabendo) a extensão da violência nos Estados africanos. O Sudão, em guerra civil há mais de quatro décadas, é um exemplo disso.

A violência no continente africano não é novidade e há quem diga, por conta disso, que é insolúvel. Ou pior, que habitantes em conflito devem ser abandonados à barbárie. O Sudão é apenas mais um país neste contexto trágico, com uma história que já produziu cerca de 1,5 milhões de vítimas.

Voltando no tempo, é possível identificar um histórico de conflitos sudaneses:

- a dominação árabe no século VII, que deixou marcas profundas (da Sharia à participação na Liga Árabe); a escravidão promovida pelos europeus, no contexto das colonizações do século XVI; a unificação do território pelo Egito (1820-1822) e depois o imperialismo britânico; as revoltas nacionalistas do século XIX; e a conquista da independência em 1956.

Como tantos outros Estados africanos frutos do processo de descolonização, a autonomia não se tornou sinônimo de paz. Ao contrário, os anos de luta e dominações avolumaram a incapacidade de convivência harmoniosa entre as tribos da região. Assim, na década de 1960, a esperança na autonomia foi substituída por uma longa e sangrenta guerra civil. A Organização das Nações Unidas e os Estados Unidos mostram-se resistentes em admitir que o que está acontecendo no Sudão, há mais de quarenta anos, é genocídio.

E o governo de Omar Hasan Ahmad al-Bashir (presidente da República do Sudão) justifica sua atitude como jhihad, ou seja, uma guerra santa contra os infiéis. Enquanto isso, o maior país da África sofre com a limpeza étnica, fruto do embate entre o governo de origem islâmica e parcelas da população de origem cristã, animistas ou outros grupos não-muçulmanos, e com a fome. Desde 2003 o problema da República do Sudão concentra-se em Darfur (ver o mapa), região-palco dos conflitos entre o governo de Cartum e as milícias rebeldes.

As poucas informações sobre o que acontece no Oeste do Sudão dimensionam o genocídio:

- "Darfur é um pesadelo vivo hoje, neste lugar, e amanhã, talvez, em outro. Tensões tribais e raciais e inquietação regional conduziram a uma guerra em que os civis estão sendo punidos, assassinados e violentados." (ANDERSON, BBC Brasil.com, 24/07/2004)

Os conflitos entre o governo, as milícias e a população civil, além do grande número de mortos, vêm produzindo milhares de refugiados. O deslocamento da população sudanesa torna-se perigoso, aumentando a tensão na região.

Os países no entorno, especialmente Chad, não possuem condições de somar às suas mazelas, os refugiados do conflito no Sudão, aumentando ainda mais o sofrimento. Na última semana, por conta disso, a situação agravou-se quando Chad resolveu romper relações diplomáticas com a República do Sudão, a fim de garantir o fechamento da fronteiras (LACEY, NYTimes, 15/04/2006).

Mas nós pouco sabemos sobre o que está acontecendo na África; existem temas mais importantes. Poucas informações circulam numa comunidade internacional inerte, absorta noutras questões:

- a guerra no Iraque, a crescente animosidade com o Irã e a preocupação dos Estados Unidos e da Europa com seus imigrantes.

As mortes no Sudão são apenas mais um capítulo - já visto na Somália ou na Bósnia - de uma questão em que os países desenvolvidos temem se intrometer. Diante deste quadro fica impossível não questionar por que o Sudão não estampa a primeira página dos jornais, não é manchete na televisão ou o eixo das discussões diplomáticas.

Ou pior: - quantos sudaneses precisam morrer em Dafur para que todos possam saber?

A resposta (ouso apostar uma única) talvez seja tão cruel quanto as imagens e o sofrimento desta população:

- o silêncio incobre a tragédia e não os obriga a intervir.

Folha On-line

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FACE OCIDENTAL

A animação ao lado
mostra a sequência das
últimas 5 imagens em
infravermelho enviadas
pelo satélite GOES-12.


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