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TAILÂNDIA: 24/11/2008
Migrantes
“Rumo a uma melhor cura pastoral dos migrantes na Ásia”:
- o Documento Final do 1.º Congresso Asiático
Ninguém é estrangeiro na Igreja, pois ela
abraça toda nação, raças, povos e línguas.
O que a Igreja faz em favor dos migrantes é
parte de sua missão”:
- é quanto se afirma no Documento Final do Congresso
Internacional “Rumo a uma melhor cura pastoral dos migrantes e dos
refugiados na Ásia, ao início do Terceiro Milênio”,
realizado em Bangcoc de 06 a 08 de novembro.
O Congresso foi um importante momento de encontro, reflexão
e elaboração de estratégias pastorais adequadas aos
tempos que caminham, enquanto o fenômeno da migração
e da mobilidade humana está sempre mais presente na sociedade moderna
especialmente no vasto continente asiático. “A migração
é uma nova área profética, que a Igreja deve considerar
como prioritária”, ressalta o documento, notando que, na
situação atual, é “essencial que sacerdotes,
religiosos e leigos sejam adequadamente preparados para o específico
apostolado com os migrantes”, que requer uma formação
multicultural. As Igrejas asiáticas são continuamente “chamadas
a colocar em prática uma cultura de acolhida” e devem sensibilizar
o senso comum e a opinião pública para garantir que tal
situação seja acolhida nas políticas nacionais dos
diversos estados.
“Os migrantes, sublinha o texto, devem ser olhados
não somente como um mero fator econômico, ligado à
produção mas, também através de uma impostação
em que entra necessariamente a ética enquanto “pessoas”,
titulares de direitos inalienáveis e de uma dignidade que reconduz
ao Criador. Esta idéia de base é fundamental para a elaboração
de adequadas políticas para os migrantes”. A Igreja é
sempre chamada por um lado a agir diretamente no setor da acolhida, do
outro a dar uma contribuição para criar uma cultura de encontro
com o outro, que exclua descriminações, manipulações
ou exploração.
O documento afirma que dois aspectos são
principalmente dignos de atenção, no âmbito da realidade
das migrações na Ásia:
- a família e os direitos humanos.
A migração risca de se tornar sempre mais
um fenômeno que desagrega a família, instituição
já frágil e atacada de vários lados. Por isso a Igreja
deve construir serviços pastorais para os migrantes com especial
atenção à família, conjugando os campos de
ação e operando para a reunificação familiar.
Do lado dos direitos humanos, ocorre trabalhar para a sua afirmação
na praxe da sociedade asiática, curando em particular a ‘reciprocidade
dos direitos”, a fim de que pessoas de todas as culturas, raças
ou religiões possas se sentir livres e seguras em qualquer nação
onde se encontram. A solidariedade, conclui o texto com as palavras da
“Centesimus annus” de João Paulo II, é uma resposta
pessoal, mas, também coletiva e global.
Fides
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