| PIME-Net
ZIMBÁBUE: 16/12/2008
Saúde
“Derrotamos a cólera”, anuncia o presidente Mugabe,
mas a África do Sul proclama estado de emergência sanitária
na área que confina o país
Enquanto o presidente de Zimbábue, Robert Mugabe,
anuncia que a epidemia de cólera foi exterminada, a África
do Sul decreta estado de emergência sanitária na área
que confina com Zimbábue (norte do país), onde se verificaram
alguns casos de cólera. É evidente então o contraste
entre as palavras de um presidente que se torna sempre menos crível
ao mundo externo e que o poder foi colocado em discussão pelo descontentamento
da população e pelos militares. È uma realidade que
permanece grave. As palavras de Mugabe parecem ser ditadas pelo temor
crescente de uma operação militar exterior conduzida com
a acusação de uma intervenção humanitária
para salvar a população da epidemia.
Ele de fato declarou: - “agora
que a cólera foi vencida não existe mais um motivo para
a guerra”.
Enquanto essa é uma possibilidade que permanece
no momento ter sido discutida somente em ambientes da diplomacia internacional,
Mugabe e seus colaboradores parecem ter considerado seriamente tal possibilidade.
Em particular, a imprensa do regime aponta o dedo contra dois países
confinantes, como Botswana e Zâmbia, que estariam preparando uma
operação conjunta para invadir Zimbábue, com o pretexto
de uma operação humanitária. O tom de polêmica
se tornou tão forte que o Ministro das Relações Exteriores
e o da Defesa de Zâmbia foram obrigados a desmentir publicamente
a existência de um plano de invasão dos dois países.
Vários líderes estrangeiros pediram a Mugabe (de 84 anos)
para que se retire do poder a fim de permitir um solução
da gravíssima crise política, econômica, social e
humanitária na qual o país se encontra mergulhado.
A Chanceler alemã, Angela Merkel, que
de Berlim durante um evento organizado por ocasião dos 60 anos
da Declaração Universal dos Direitos Humanos, declarou:
- “em relação a Zimbábue,
devemos fazer de tudo para garantir uma vida livre do terror do presidente
Mugabe.
A desculpa da soberania nacional não pode ser
usada para tutelar as violações dos direitos humanos graves
e perpetrados livremente”. Além de Merkel, o presidente dos
Estados Unidos, George Bush, e o francês, Nicolas Sarkozy, presidente
de turno da União Européia, o primeiro-ministro britânico,
Gordon Brown, e o queniano, Raila Odinga, lançaram um apelo pedindo
a renúncia de Mugabe.
Fides
Home-page
© 2008 PIME-Net
Copyright © PIME-Net
Reprodução grátis desde que cite a fonte.
Enviar eventuais sugestões ou criticas para:
Redação - PIME-Net
Rua Joaquim Tavora n.º 686 - Vila Mariana
São Paulo - 04015-011
e-mail |