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ZIMBÁBUE: 22/12/2008
Liberdade
“Libertem as pessoas seqüestradas até 1.° de janeiro
ou anularemos as negociações com o partido do Presidente”
afirma o líder da oposição
“O MDC (Movimento para a Mudança democrática)
não pode estar na mesma mesa de negociações com o
partido que seqüestra os nossos membros e outros inocentes civis
e rejeita levá-los diante de um tribunal de direito”, afirmou
Morgan Tsvangirai, líder do MDC (principal partido da oposição
de Zimbábue) numa coletiva de imprensa em Gaborone, capital de
Botswana. Tsvangirai afirma que pelo menos “42 membros de seu partido
foram seqüestrados. Isto não pode continuar”.
Também diferentes membros da sociedade civil foram
seqüestrados por pessoas em burguês que se qualificavam com
agentes da polícia (ver Fides 12/12/2008). A oposição
acusa o presidente Mugabe e alguns expoentes do partido, ZANU-PF, de terem
dado ordem de executar os seqüestros ZANU-PF,governo e a oposição
há meses estão empenhados na difícil negociação
para constituir um governo de unidade nacional.
Mas Tsvangirai advertiu:
- “se estes seqüestros não cessarem
imediatamente, e se todas as pessoas seqüestradas não forem
libertadas ou levadas diante de um tribunal de direito até 1.°de
janeiro de 209, pedirei ao Conselho Nacional da MDC para votar uma resolução
que anule todas as negociações com o ZANU-PF”.
A criação de um governo de unidade
nacional é considerada como a única estrada para fazer sair
o país de uma crise gravíssima:
- alto índice de desemprego, a maior taxa de inflação
do mundo (apenas introduzida a nota de 10 bilhões de dólares
de Zimbábue, que no mercado negro vale 20 dólares USA),
epidemia de AIDS e agora também a cólera.
Segundo as últimas avaliações dos
especialistas do Departamento das Nações Unidas para a Coordenação
dos Assuntos Humanitário que trabalham em Zimbábue, as vítimas
acertadas são 1.123 e os casos de contágio 20.896. Alguns
observadores acham que as cifras possam ser ainda mais graves porque em
várias áreas os controles são escassos ou inexistentes.
Segundo algumas estimativas, a epidemia de cólera matará
60 mil pessoas. Ao mesmo tempo aumenta a tensão com Botswana, acusado
pelo regime de Mugabe de hospedar estruturas onde seriam armadas e adestradas
as milícias ligadas ao MDC.
Tanto o partido de Tsvangira quanto o governo de Botswana
negaram as acusações. As tensões são acentuadas
pelo atentado ao comandante da aeronáutica, Perence Shiri, que
foi ferido numa emboscada feita por desconhecidos. Segundo a imprensa
local, a polícia segue duas pistas: ou uma acerto de contas dentro
do ZANU-PF, ou um atentado cometido por pessoas ligadas ao partido da
oposição. O MDC afirma que Mugabe pretende aproveitar o
episódio para esmagar a oposição.
Fides
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