O P.I.M.E.

Aristides Pirovano, primeiro bispo de Macapá

Foi um dos primeiros três padres que, após a guerra, veio para o Brasil.
Nos últimos anos da guerra, tinha vivido situações perigosas como chefe dos partigiani contra o nazismo e amargado meses de prisão por esse desejo de liberdade.

Aqui no Brasil, também, foi procurar as situações limites na selva do Território Federal do Amapá, onde iniciou a organização da prelazia, primeiro, e da diocese, depois. Distinguiu-se pela modernidade de seu trabalho à frente da prelazia incentivando obras como rádio, tipografia e jornal.
Convidou o amigo, dr. Candia, para que abrisse o maior hospital

Pe. Aristides Pirovano da região na época, o São Camilo de Lellis, posteriormente confiado aos padres camilianos.

Eleito superior geral do P.I.M.E., exerceu o cargo por dois mandatos, abrindo novos horizontes para o Instituto, em especial, no Oriente.

Terminado seu mandato de superior, voltou para o Brasil e, junto com padres e irmãs da Imaculada, foi viver na colônia hanseniana de Marituba onde, com Marcelo Candia, tornou-se o anjo da guarda daqueles doentes, muitas vezes esquecidos pela saúde pública. É certo que o amor faz o bem em qualquer lugar, mas há pessoas que têm a intuição de ver claramente qual é o lugar e a melhor forma de amar. Em Marituba, a dor existia, de forma desesperadora, em duas dimenções: no corpo e no espírito.

Em busca de meios financeiros para modernizar a colônia, percorria a Itália e a Europa, quando, por ordem do governo, esta foi desativada.

No limite, imposto pela idade, de suas possibilidades físicas, voltou para o merecido descanso na Itália, sem esquecer seus amigos doentes, continuando a angariar fundos para enviar ao Brasil.

Dom Aristides Pirovano faleceu no dia 03 de fevereiro de 1997 na Itália.

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