O P.I.M.E.
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A solidão dos vaqueiros Enormes fazendas de gado, matas e animais silvestres, poucas estradas
poeirentas e que nunca terminavam... Sabia-se quando se partia, mas não
quando se voltava. Solidão nas cidades e nos pequenos povoados, parados no tempo, no espaço e na apatia do mormaço meridiano, sem televisão, sem jornais, sem luz, sem água ou telefone. Até os jovens achavam que o mundo acabava pouco além do Rio Miranda ou - para quem teve a sorte de conhecer - em Campo Grande. Durante o dia, era mais fácil captar as emissoras em guarani, língua que nem todos conheciam do vizinho Paraguai, bem representado, aliás, nas cidades de fronteira. A majestosa mata, que ainda existia, à noite, enchia-se de mistério, refúgio do lendário saci pererê, do lobão, do fradão e de outras figuras das culturas indígena, cabocla e paraguaia, que tornava pequeno e medroso o morador e o viajante. Esse era o Mato Grosso que, por convite do então bispo de Corumbá, dom Ladislau Paz, o Pime assumiu para colaborar com os poucos padres que lá trabalhavam. A situação religiosa era precária não só por causa do reduzido número de padres, mas também pelas enormes distâncias que espalhavam a população em pequenos grupos, nos lugares mais remotos das fazendas e da mata.
Simultaneamente, organizaram se obras sociais, até então inexistentes, em todas as paróquias, e os padres também lecionavam nas escolas estaduais de 1.º e 2.º graus. Após cinco anos de intensas atividades, Jardim foi elevada a diocese (13 de maio de 1981) e já tinha sua própria catedral concluída. Esse foi o reconhecimento do trabalho realizado junto com o povo. Atualmente, o Pime colabora com o bispo local em cinco paróquias: Santo Antônio, em Jardim; Caracol; Nioaque e Porto Murtinho. |
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